Debate sobre a transformação da Quinta do Paço de Valverde para a instalação de uma unidade hoteleira

 

No dia 21 de Abril de 2022, o Grupo Pro-Évora realizou um debate sobre a transformação da Quinta do Paço de Valverde para a instalação de uma unidade hoteleira, tendo convidado a arquitecta paisagista Aurora Carapinha e o historiador Manuel Branco para fazerem os respectivos enquadramentos paisagístico, ambiental e histórico. O debate integrou-se no ciclo Conversas d’Évora, nas quais o GPE pretende debater assuntos relevantes do património eborense.

Para uma melhor compreensão da situação, seguem-se algumas informações relativas ao processo.

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Nos Termos de Referência do Caderno de Encargos do concurso de 2020 para a concessão da Quinta do Paço de Valverde para a instalação de um estabelecimento hoteleira, que está na base do contrato já celebrado, é assinalado, nesta planta da quinta, o espaço a afectar a uso turístico.

 

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Nesta planta, também constante dos Termos de Referência indicados, é assinalada a área de possível construção de equipamento hoteleiro.

Na “memória descritiva e justificativa” do “pedido de informação prévia” do projecto, a que o Grupo Pro-Évora teve acesso na Divisão de Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Évora, já depois de realizado o debate, prevê-se o seguinte para esta área:

  • Na zona Norte da quinta, “edifício de lazer e piscina”, entre as capelas e a cerca, incluindo “zonas de estacionamento acessíveis pela nova via de circulação interior”. Este edifício, com bar, esplanada e sala de polivalente, terá uma cércea (dimensão vertical da construção) máxima de 7,20 metros.
  • Na faixa Nordeste da quinta, entre o muro e o percurso pedonal existente, um “conjunto disperso” de 38 “unidades de alojamento”, umas em edifícios com dois pisos e uma cércea prevista de 6 metros, outras em edifícios térreos com uma cércea prevista de 3,5 metros.
  • Na zona Noroeste da quinta, no pátio do tanque dos laboratórios e galinheiros, um “edifício para eventos”, com permissão para a alteração de volumetria, fachadas e vãos existentes, prevendo-se uma cércea máxima de 8 metros.

 

Estes elementos eram desconhecidos no dia do debate organizado pelo Grupo Pro-Évora, 21 de Abril de 2022, apenas sendo acessíveis electronicamente os Termos de Referência do Caderno de Encargos do concurso de 2020. Não será de estranhar, pois, que as intervenções não refiram estes novos dados, acima sumariamente referidos.

 

"Guia de Escultura da Cidade de Évora"

imageEsta edição bilingue (português/inglês) localiza e identifica cerca de 50 esculturas públicas. Com fotografias de Paulo Nuno Silva, mapas, fichas técnicas e textos introdutórios de Maria do Mar Fazenda, são propostos três percursos temáticos - Percurso Evocativo, Percurso Simpósio ’81 e Percurso (Re)Pensar a Cidade – que dão visibilidade e leitura às peças instaladas na cidade.

Este livro está disponível nas seguintes livrarias da cidade: Nazareth, D. Pepe, Salesianos e Fonte de Letras.

"Pela Biblioteca Pública"

imageRemonta a 1992 a intenção declarada, por parte dos responsáveis pela cultura em Portugal, de dividir a Biblioteca Pública de Évora, uma das mais notáveis do pais. Desde logo o Grupo Pro-Évora iniciou uma campanha de defesa desta instituição, a semelhança do que fizera aquando da sua fundação.
de Celestino Froes David e Marcial Rodrigues