Informação Electrónica no Centro Histórico - Haja bom senso

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Informação Electrónica no Centro Histórico de Évora - Haja bom senso

 

Num momento em que o Município de Évora se prepara para colocar mobiliário urbano para informação luminosa electrónica (mupis) em jardins, praças e ruas relevantes do Centro Histórico (CH) da cidade, o Grupo Pro-Évora vem chamar a atenção para alguns aspectos que importa considerar quanto a essa instalação.

Do ponto de vista estritamente patrimonial, é difícil encontrar relevância para a instalação de tais equipamentos em troços emblemáticos da cidade: não só apresentam problemas sérios de integração visual, degradando a estética citadina, como prejudicarão a fruição desses espaços por parte de moradores e de visitantes.

Especialmente grave (e em contradição com o Regulamento de Publicidade e Ocupação do Espaço Público do Município de Évora) é a situação dos jardins, como sucede com o Jardim do Paraíso e com o Jardim do Largo de Avis, duas raras manchas verdes do CH em áreas residenciais, locais tranquilos de lazer e de sossego, que perderão o seu encanto e imporão o choque luminoso electrónico a quem os frequente. A singularidade destes espaços públicos será seriamente afectada, perdendo Évora uma das suas características diferenciadoras e atractivas.

Neste processo, haverá que destacar a falta de participação pública na tomada de decisões. Não pode deixar de causar alguma perplexidade que uma decisão desta natureza não tenha sido analisada na Comissão Municipal de Arte, Arqueologia e Defesa do Património, forum criado precisamente com a finalidade de discussão e legitimação das decisões com relevância patrimonial para a cidade. Quanto aos residentes nos locais que se prevê iluminar com a colocação dos mupis electrónicos, não foram tidos nem achados, mesmo sabendo os responsáveis que os residentes são um elemento humano fundamental para a vitalidade, preservação e gestão de um centro histórico como o de Évora.

Acresce, ainda, que a instalação de tais equipamentos sucede num momento em que a discussão de questões pertinentes sobre o CH de Évora assume particular relevância, seja quanto aos incumprimentos de legislação nacional e internacional na sua gestão, seja quanto a problemas prementes da sua salvaguarda, como o crescimento exponencial de grafitti e outras inscrições nos edifícios da cidade, a proliferação da publicidade descontrolada, em incumprimento dos regulamentos aplicáveis, ou a colocação de propaganda política, quer no interior do CH, quer na sua envolvente imediata.

Haja bom senso e corrija-se o que está manifestamente errado nesta iniciativa, no que respeita aos espaços mais sensíveis.

 

O GPE, associação centenária de defesa do património cultural, sem fins lucrativos e de utilidade pública, pauta a sua acção de acordo com os seus objectivos estatutários de “defesa e a valorização do património cultural da cidade de Évora e da sua área de influência, incluindo o seu enquadramento ambiental e paisagístico, tendo em conta a sua relevância social”. É com algum pesar que emitimos este comunicado, na expectativa de vermos ultrapassados os riscos em que Évora Património Mundial incorre.

 

14 de Junho de 2026
A Direcção do Grupo Pro-Évora

 

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1919-2019

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"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção

 

Seis Colunas

imageForam instaladas seis colunas Séc. XVII, no pátio do Grupo Pro-Évora em Fevereiro de 2011.

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