O debate sobre a classificação do Bairro da Malagueira

 Bairro Malagueira - Foto Fernando Brito

Fotografia: Francisco Brito/GPE, 2022.

 

Realizou-se no dia 26 de Maio, na sede do Grupo Pro-Évora, um debate sobre o tema “A Classificação do Bairro da Malagueira como Monumento Nacional e Património Mundial”. Para apresentação e contextualização do tema, o GPE convidou os arquitectos Sofia Salema e Pedro Guilherme, docentes da Universidade de Évora, que integram o projecto de investigação “Malagueira – Património de Todos - Subsídios para a sua classificação”.

A abertura do procedimento de classificação do bairro eborense já foi decidida pelo Director-Geral do Património Cultural e publicada em Diário da República no dia 10 de Fevereiro deste ano.

Depois de os oradores terem explicado o contexto da abertura deste procedimento de classificação e exposto as diferentes fases do projecto urbanístico conducente à construção do bairro, teve lugar uma discussão sobre as implicações da classificação, nomeadamente nos benefícios fiscais dos proprietários, no futuro controlo das operações urbanísticas e obras particulares realizadas e a realizar no bairro, nos impactos que o previsível fluxo turístico poderá provocar e ainda na possibilidade de conclusão de alguns equipamentos previstos no plano original para bairro e até ao momento não executados. Resultou deste debate a necessidade de realização de outras iniciativas que aproximem os habitantes do Bairro do Malagueira deste procedimento classificativo, o qual tem como finalidade principal a salvaguarda deste conjunto arquitectónico.

O procedimento de classificação do Bairro da Malagueira decorre, por obrigação legal, da sua inclusão nas 18 obras de Siza Vieira constantes da denominada “Lista Indicativa” portuguesa de bens susceptíveis de virem a integrar a lista do Património Mundial, actualizada em 2016 pela Comissão Nacional da UNESCO, por proposta do ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios) Portugal.

 

 

Bairro Malagueira - Vista aérea - Foto Fernando Brito

Fotografia: Francisco Brito/GPE, 2022.

 

 

 

Aberto o procedimento de classificação da Cartuxa de Évora como Monumento Nacional


Jardim do eremitério de Santa Maria Scala Coeli. Autor: Fernando Jorge, 2018.
Fotografia: Interior da Cela V de Santa Maria Scala Coeli - Fernando Jorge, 2018.

 

Aberto o procedimento de classificação da Cartuxa de Évora como Monumento Nacional

 

Após diversas vicissitudes processuais, foi finalmente aberto, pela Direcção-Geral do Património Cultural, o "procedimento de ampliação da classificação da Igreja da Cartuxa («Scala Coeli») e de redenominação para Conjunto Monástico da Cartuxa de Évora" como Monumento Nacional.

 

Esta iniciativa do Grupo Pro-Évora teve o seu início formal em 27 de Agosto de 2020, com a entrega do Requerimento Inicial do Procedimento de Classificação na Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

 

 

1919-2019

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"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção

 

"Escultura no Pátio"

Situado na Rua do Salvador, o pátio da sede do Grupo Pro-Évora recebe projectos de intervenção artística no domínio da escultura desde a década de oitenta do século passado. Este espaço revela características muito particulares em termos arquitetónicos, quer pela exposição de parte da muralha fernandina da cidade, quer pela relação reservada enquanto espaço público. Por aqui já passaram mais de duas dezenas de instalações artísticas de vários autores portugueses e estrangeiros. Apresentamos um breve olhar sobre as últimas obras aqui expostas.

 



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