40 em 100 - A coleção do Grupo Pro-Évora

 

No âmbito das Comemorações do Centenário da sua fundação, o Grupo Pro-Évora, em colaboração com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, vai inaugurar uma exposição de pintura, desenho e escultura, com obras da colecção do GPE que integraram exposições realizadas pelo Grupo nos últimos 40 anos.

 

A exposição, comissariada por Isabel Vaz Lopes, tem o apoio da Fundação Eugénio de Almeida e do Diário do Sul. A inauguração ocorrerá no próximo dia 9, sábado, na Galeria de Exposições da Casa de Burgos, em Évora, pelas 17 horas, e estará patente ao público até ao dia 3 de Janeiro de 2020, de segunda a sexta-feira.

 

A realização de exposições de artes plásticas constitui uma forma de sensibilização estética promovida pelo Grupo Pro-Évora desde os primeiros tempos da sua existência. As Comemorações do Centenário da Fundação do GPE têm o Alto Patrocínio do Presidente da República.

 

PORTO DE ABRIGO / LEARNING CURVE

Rita Vargas

Prelude to the Seashore, 2019. Serigrafia sobre papel fabriano impressa à mão pela artista, 20 x 29 cm. Edição: 4.

«Porto de Abrigo / “Learning Curve” é um lugar de chegadas e de partidas, onde um barco ou alguém se refugia ou parte, ou espera que a tempestade passe para poder prosseguir viagem. Neste porto os movimentos de espera marcam o ritmo do lugar. Embora fluido, este tempo, este porto, tem de ser suficientemente sólido para que se lhe possam amarrar as cordas.


A escolha deste título, para a exposição no Grupo Pro-Évora, está relacionada com dois aspectos. Por um lado, o facto da cidade de Évora representar uma espécie de lugar onde posso, de certa forma, largar e amarrar as cordas. Não sendo apenas um lugar de passagem, é um lugar onde continuo a aprender a lidar com e a constatar a passagem do tempo por quem mais tenho apreço. Foi e continua a ser um lugar onde aprendo a lidar, não só com as curvas que modificam os rostos, mas também com as curvas que nascem a partir das mãos – a escultura em Pedra, desta vez esculpida na Associação Pó de Vir a Ser – Departamento de Escultura em Pedra. Por outro lado, a escolha do título é uma homenagem ao Grupo Pro-Évora, um Grupo que comemora o centenário de defesa do património cultural da cidade de Évora, representando, sem que possa não ser notado mesmo pelo cidadão mais distraído, um importante e único porto de abrigo para os actores culturais da cidade, para os seus projectos, para as suas criações. Um lugar de debate, aprendizagem, defesa, investigação, criação e promoção de uma cultura única Eborense. Parabéns Grupo-Pro Évora! Que venham mais 100!

(...)

Porto de Abrigo explora a reconciliação entre continuidades e descontinuidades de um estado transitório em relação ao outro, de uma existência fugaz num lugar provisório. O retorno – e a continuidade – à escultura em pedra mármore é um retorno às minhas memórias de infância, a uma raiz multicultural, em que a identidade Portuguesa voltou a prender as amarras.»

Rita Vargas, 15 de junho de 2019, Sondakylä, Lapónia, Finlândia.

 

 Rita Vargas

Landmarks, 2019. Serigrafia e litografia offset impressa à mão pela artista sobre papel fabriano, 34 x 42 cm. Impressão única.

 

Rita Vargas

Tides, 2019. Litografia offset sobre papel fabriano impressa à mão pela artista, 34 x 42 cm. Edição: 4.

 

Rita Vargas

The Mist, detalhe, 2019. Água-forte, água-tinta e ponta seca sobre papel hahnemühle, 30 x 97 cm. Impressão única.

 

Rita Vargas

Sustaining Memories, 2019. Água-forte, água-tinta e ponta seca sobre papel hahnemühle, 28 x 38 cm. Prova de Estado (P.E.).

 

Missão Internacional de Arte de 1958 em 2009

A MISSÃO INTERNACIONAL DE ARTE DE 1958 EM 2019

EXPOSIÇÃO NO MUSEU NACIONAL FREI MANUEL DO CENÁCULO

Em 1958, o Grupo Pro-Évora trouxe a Évora vinte e quatro artistas de onze países (Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Portugal e Suiça). Aqui se inspiraram e deram a conhecer o seu trabalho, numa exposição realizada no então Museu Regional de Évora. Foi a Missão Internacional de Arte de 1958.

Tratou-se de uma iniciativa pioneira, pela dimensão e pela opção estética, que provocou acesa polémica na imprensa eborense sobre a “arte moderna”, de cunho abstraccionista, rejeitada pelos defensores de uma arte naturalista, há muito dominante em Portugal. Os principais intervenientes foram, do lado modernista, Vergílio Ferreira, Dordio Gomes e Álvaro Lapa, do lado oposto, o Cónego José Augusto Alegria (sob o pseudónimo de Carlos Maia) e algumas personalidades locais de cunho vincadamente conservador.

Por ocasião do centenário da sua fundação, o Grupo Pro-Évora revisita a Missão Internacional de Arte de 1958, numa exposição comissariada pelo historiador e crítico de arte José Luís Porfírio. A inauguração ocorrerá no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo na próxima sexta-feira, dia 28, pelas 18 horas. A exposição estará patente ao público até ao dia 29 de Setembro.

Com organização do Grupo Pro-Évora, a exposição tem como co-organizadores a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, da Fundação Eugénio de Almeida e do Diário do Sul. As Comemorações do Centenário da Fundação do Grupo Pro-Évora têm o Alto Patrocínio do Presidente da República.

 

CORPO.NU.DESENHO #7

 

CORPO.NU.DESENHO #7

O Grupo Pro-Évora organiza uma exposição de desenhos de modelo realizados pelos membros do Grupo de Desenho que desenvolve regularmente a sua actividade nas instalações do GPE.

 

"Guia de Escultura da Cidade de Évora"

imageEsta edição bilingue (português/inglês) localiza e identifica cerca de 50 esculturas públicas. Com fotografias de Paulo Nuno Silva, mapas, fichas técnicas e textos introdutórios de Maria do Mar Fazenda, são propostos três percursos temáticos - Percurso Evocativo, Percurso Simpósio ’81 e Percurso (Re)Pensar a Cidade – que dão visibilidade e leitura às peças instaladas na cidade.

Este livro está disponível nas seguintes livrarias da cidade: Nazareth, D. Pepe, Salesianos e Fonte de Letras.

"Pela Biblioteca Pública"

imageRemonta a 1992 a intenção declarada, por parte dos responsáveis pela cultura em Portugal, de dividir a Biblioteca Pública de Évora, uma das mais notáveis do pais. Desde logo o Grupo Pro-Évora iniciou uma campanha de defesa desta instituição, a semelhança do que fizera aquando da sua fundação.
de Celestino Froes David e Marcial Rodrigues