As Primeiras Sociedades Camponesas no Alentejo Central - O que nos diz a Arqueologia
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- Criado em 25-02-2019
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Na próxima quinta-feira, dia 28 do corrente mês, na sede do Grupo Pro-Évora (Rua do Salvador, 1), pelas 18 horas, a Professora Leonor Rocha irá conversar sobre As Primeiras Sociedades Camponesas no Alentejo Central.
"Se no final não contar uma história, a Arqueologia não serve para nada" – a partir deste título, retirado de uma notícia de jornal (Público, 3/12/2017), ir-se-á falar de monumentos, sítios e paisagens da região de Évora, território de investigação da oradora.
O conhecimento que actualmente temos das Primeiras Sociedades Camponesas, no Alentejo Central, tem vindo a alterar-se nas últimas décadas devido aos numerosos trabalhos arqueológicos realizados, quer através de medidas de minimização de impactes, quer através de projetos de investigação. Pretende-se aqui falar de sítios, monumentos e artefactos… do mundo dos vivos, mas também dos mortos, perceber as preferências das populações que habitaram este território há cerca de 5 mil anos – em suma, contar a sua história a partir dos elementos que conseguimos recuperar nos trabalhos arqueológicos realizados.
Leonor Rocha é docente de Arqueologia da Universidade de Évora e investigadora do Centro de Estudos em Arte, Arqueologia e Ciências do Património - CEAACP. A sua investigação tem-se centrado em torno das origens e evolução das Primeiras Sociedades Camponesas no Alentejo Central. Tem actualmente trabalhos de investigação nos concelhos de Arraiolos, Évora, Monforte e Mora.
A iniciativa, aberta a todos os interessados, integra-se no ciclo Conversas d’Évora, que o GPE organiza.
A Salvaguarda do Património Arqueológico em Contexto das Novas Práticas Agrícolas
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- Criado em 03-02-2019
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Na próxima quinta-feira, dia 7 do corrente mês, na sede do Grupo Pro-Évora (Rua do Salvador, 1), pelas 18 horas, o arqueólogo Samuel Melro irá conversar sobre A Salvaguarda do Património Arqueológico em Contexto das Novas Práticas Agrícolas.
Em torno de Évora, a paisagem muda de um dia para o outro. No Alentejo, molda-se a nova paisagem rural há muito anunciada com o regadio do Alqueva. Nesse acelerado processo de transformação territorial, somos confrontados com um grande número de destruições ou afectações de património arqueológico, provocadas por revolvimentos de solos de grande profundidade e extensão, associados ao incremento do olival intensivo e de novas culturas, como o amendoal e outras árvores de fruto.
A dimensão deste problema é tão grande e tão grave quanto é o tradicional distanciamento existente entre os mecanismos de defesa do património e a actividade agrícola, para a qual não existem mecanismos de controlo prévio. Os próprios regimes de protecção previstos nos Planos Directores Municipais carecem de maior agilidade e de colocação em prática.
Pretende-se, nesta conversa, proceder a um breve retrato da situação e à discussão do problema e das soluções que têm vindo a ser postas em prática – soluções estabelecidas em conjunto entre os actores envolvidos da arqueologia, da agricultura e das autarquias. Uma resposta que está ainda em curso e que resulta do empenho de todos os que habitam estes territórios rurais em transformação – e para os quais a memória do seu passado e a salvaguarda do património arqueológico não podem, de um dia para o outro, ser simplesmente postas em causa.
A iniciativa, aberta a todos os interessados, integra-se no ciclo Conversas d’Évora, que o GPE organiza. Samuel Melro é arqueólogo da Extensão Territorial de Castro Verde da Direcção Regional de Cultura do Alentejo e tem vindo a acompanhar a minimização de impactos sobre o património cultural no âmbito dos Blocos de Rega do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.
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1919-2019

"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção
"Escultura no Pátio"

Situado na Rua do Salvador, o pátio da sede do Grupo Pro-Évora recebe projectos de intervenção artística no domínio da escultura desde a década de oitenta do século passado. Este espaço revela características muito particulares em termos arquitetónicos, quer pela exposição de parte da muralha fernandina da cidade, quer pela relação reservada enquanto espaço público. Por aqui já passaram mais de duas dezenas de instalações artísticas de vários autores portugueses e estrangeiros. Apresentamos um breve olhar sobre as últimas obras aqui expostas.
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