Património Arqueológico e Práticas Agrícolas
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O Grupo Pro-Évora vem expressar publicamente a sua preocupação com a recente destruição da Anta da Herdade do Vale da Moura 1, em Torre de Coelheiros, no âmbito de movimentações de solos ocorridas para plantação de amendoal em regime intensivo. A destruição deste património arqueológico, de finais do período neolítico ou do calcolítico, ocorreu neste Verão, apesar de os responsáveis pela plantação naquela propriedade (arrendada) estarem informados da sua existência – o caso foi objecto de uma queixa-crime apresentada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo ao Ministério Público de Évora.
O monumento megalítico funerário agora destruído consta do Inventário Arquitectónico e Arqueológico do Plano Director Municipal de Évora, sendo considerado de reconhecido valor “a classificar”.
No início do ano de 2019, o Grupo Pro-Évora promoveu diversas conversas públicas sobre questões ligadas ao domínio da Arqueologia e alertou para “o grande número de destruições ou afectações de património arqueológico, provocadas por revolvimentos de solos de grande profundidade e extensão”, associados ao incremento de culturas intensivas: “a dimensão deste problema é tão grande e tão grave quanto é o tradicional distanciamento existente entre os mecanismos de defesa do património e a actividade agrícola, para a qual não existem mecanismos de controlo prévio. Os próprios regimes de protecção previstos nos Planos Directores Municipais carecem de maior agilidade e de colocação em prática”, como então escrevemos.
O acréscimo de actividade agrícola, propiciado pela barragem do Alqueva e pelo alargamento do seu perímetro de rega, não pode ocorrer sacrificando recursos naturais ou patrimoniais não renováveis. O Grupo Pro-Évora apela ao reforço do controlo administrativo por parte do Estado, em particular do Ministério da Cultura, mas também do Município de Évora, de forma a evitar novas ocorrências.
Évora, 23 de Setembro de 2020.
A Direcção do Grupo Pro-Évora
"Escultura no Pátio"

Situado na Rua do Salvador, o pátio da sede do Grupo Pro-Évora recebe projectos de intervenção artística no domínio da escultura desde a década de oitenta do século passado. Este espaço revela características muito particulares em termos arquitetónicos, quer pela exposição de parte da muralha fernandina da cidade, quer pela relação reservada enquanto espaço público. Por aqui já passaram mais de duas dezenas de instalações artísticas de vários autores portugueses e estrangeiros. Apresentamos um breve olhar sobre as últimas obras aqui expostas.
"Guia de Escultura da Cidade de Évora"
Esta edição bilingue (português/inglês) localiza e identifica cerca de 50 esculturas públicas. Com fotografias de Paulo Nuno Silva, mapas, fichas técnicas e textos introdutórios de Maria do Mar Fazenda, são propostos três percursos temáticos - Percurso Evocativo, Percurso Simpósio ’81 e Percurso (Re)Pensar a Cidade – que dão visibilidade e leitura às peças instaladas na cidade.
Este livro está disponível na sede do Grupo Pro-Évora
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