PORTO DE ABRIGO / LEARNING CURVE
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- Criado em 18-07-2019
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Prelude to the Seashore, 2019. Serigrafia sobre papel fabriano impressa à mão pela artista, 20 x 29 cm. Edição: 4.
«Porto de Abrigo / “Learning Curve” é um lugar de chegadas e de partidas, onde um barco ou alguém se refugia ou parte, ou espera que a tempestade passe para poder prosseguir viagem. Neste porto os movimentos de espera marcam o ritmo do lugar. Embora fluido, este tempo, este porto, tem de ser suficientemente sólido para que se lhe possam amarrar as cordas.
A escolha deste título, para a exposição no Grupo Pro-Évora, está relacionada com dois aspectos. Por um lado, o facto da cidade de Évora representar uma espécie de lugar onde posso, de certa forma, largar e amarrar as cordas. Não sendo apenas um lugar de passagem, é um lugar onde continuo a aprender a lidar com e a constatar a passagem do tempo por quem mais tenho apreço. Foi e continua a ser um lugar onde aprendo a lidar, não só com as curvas que modificam os rostos, mas também com as curvas que nascem a partir das mãos – a escultura em Pedra, desta vez esculpida na Associação Pó de Vir a Ser – Departamento de Escultura em Pedra. Por outro lado, a escolha do título é uma homenagem ao Grupo Pro-Évora, um Grupo que comemora o centenário de defesa do património cultural da cidade de Évora, representando, sem que possa não ser notado mesmo pelo cidadão mais distraído, um importante e único porto de abrigo para os actores culturais da cidade, para os seus projectos, para as suas criações. Um lugar de debate, aprendizagem, defesa, investigação, criação e promoção de uma cultura única Eborense. Parabéns Grupo-Pro Évora! Que venham mais 100!
(...)
Porto de Abrigo explora a reconciliação entre continuidades e descontinuidades de um estado transitório em relação ao outro, de uma existência fugaz num lugar provisório. O retorno – e a continuidade – à escultura em pedra mármore é um retorno às minhas memórias de infância, a uma raiz multicultural, em que a identidade Portuguesa voltou a prender as amarras.»
Rita Vargas, 15 de junho de 2019, Sondakylä, Lapónia, Finlândia.

Landmarks, 2019. Serigrafia e litografia offset impressa à mão pela artista sobre papel fabriano, 34 x 42 cm. Impressão única.

Tides, 2019. Litografia offset sobre papel fabriano impressa à mão pela artista, 34 x 42 cm. Edição: 4.

The Mist, detalhe, 2019. Água-forte, água-tinta e ponta seca sobre papel hahnemühle, 30 x 97 cm. Impressão única.

Sustaining Memories, 2019. Água-forte, água-tinta e ponta seca sobre papel hahnemühle, 28 x 38 cm. Prova de Estado (P.E.).

Missão Internacional de Arte de 1958 em 2009
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- Criado em 25-06-2019
- Visitas: 2166
A MISSÃO INTERNACIONAL DE ARTE DE 1958 EM 2019
EXPOSIÇÃO NO MUSEU NACIONAL FREI MANUEL DO CENÁCULO
Em 1958, o Grupo Pro-Évora trouxe a Évora vinte e quatro artistas de onze países (Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Portugal e Suiça). Aqui se inspiraram e deram a conhecer o seu trabalho, numa exposição realizada no então Museu Regional de Évora. Foi a Missão Internacional de Arte de 1958.
Tratou-se de uma iniciativa pioneira, pela dimensão e pela opção estética, que provocou acesa polémica na imprensa eborense sobre a “arte moderna”, de cunho abstraccionista, rejeitada pelos defensores de uma arte naturalista, há muito dominante em Portugal. Os principais intervenientes foram, do lado modernista, Vergílio Ferreira, Dordio Gomes e Álvaro Lapa, do lado oposto, o Cónego José Augusto Alegria (sob o pseudónimo de Carlos Maia) e algumas personalidades locais de cunho vincadamente conservador.
Por ocasião do centenário da sua fundação, o Grupo Pro-Évora revisita a Missão Internacional de Arte de 1958, numa exposição comissariada pelo historiador e crítico de arte José Luís Porfírio. A inauguração ocorrerá no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo na próxima sexta-feira, dia 28, pelas 18 horas. A exposição estará patente ao público até ao dia 29 de Setembro.
Com organização do Grupo Pro-Évora, a exposição tem como co-organizadores a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, com o apoio da Câmara Municipal de Évora, da Fundação Eugénio de Almeida e do Diário do Sul. As Comemorações do Centenário da Fundação do Grupo Pro-Évora têm o Alto Patrocínio do Presidente da República.
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1919-2019

"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção
"Escultura no Pátio"

Situado na Rua do Salvador, o pátio da sede do Grupo Pro-Évora recebe projectos de intervenção artística no domínio da escultura desde a década de oitenta do século passado. Este espaço revela características muito particulares em termos arquitetónicos, quer pela exposição de parte da muralha fernandina da cidade, quer pela relação reservada enquanto espaço público. Por aqui já passaram mais de duas dezenas de instalações artísticas de vários autores portugueses e estrangeiros. Apresentamos um breve olhar sobre as últimas obras aqui expostas.
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