Boletim A CIDADE DE ÉVORA

Câmara Municipal de Évora pretende reestruturar o boletim A Cidade de Évora, publicação cultural cujo primeiro número foi editado em 1942. A intenção é criar um Conselho Editorial e um Conselho Científico, acreditando cientificamente a revista e indexando-a em bases de dados internacionais.

Este boletim, ao longo da sua história, afirmou-se como importante veículo de divulgação de trabalhos de história local e regional, com especial destaque para temas de arqueologia, história da arte, literatura e antropologia. Os setenta e seis números publicados até 1993 contrastam com os escassos oito números editados de 1994 até hoje, tendo a revista perdido o seu carácter generalista e assumido um cunho sobretudo temático.

 

Entendemos que a criação de um Conselho Editorial constitui uma oportunidade para a valorização da revista, especialmente se o mesmo for representativo da cidade e suficientemente diversificado no âmbito cultural, garantindo uma orientação tematicamente coerente, de acordo com a sua identidade.

 

Esperamos também que esta reestruturação não assuma uma linha editorial académica, contrariando a abertura que sempre demonstrou relativamente à sua colaboração, a que deve, em boa parte, o prestígio alcançado.

Museu do Artesanato

Tem sido notícia a polémica em torno do Centro de Artes Tradicionais, que nasceu da intenção de a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, responsável pelo Centro, aí instalar uma colecção de peças de design, propriedade de Paulo Parra, com o apoio da Câmara Municipal de Évora. Estão em causa diversos aspectos: a existência autónoma do Centro, antigo Museu do Artesanato, sedeado no antigo Celeiro Comum de Évora; a compatibilidade de coexistência da colecção do museu e da colecção Paulo Parra; a salvaguarda das condições do local e da sua adequação às suas funções museológicas; a tutela e a direcção do Centro; o quadro de pessoal; as responsabilidades financeiras.

O Grupo Pro-Évora nada tem contra a existência de um museu de design constituído pela colecção Paulo Parra, mas não concorda com a solução prevista, que põe em causa a existência do Centro de Artes Tradicionais/Museu do Artesanato como instituição cultural autónoma e as condições adequadas para a MUSEU DO ARTESANATO exposição do seu acervo. Também as soluções financeira e directiva previstas, segundo o protocolo conhecido, não defendem nem garantem a valia do Museu do Artesanato nem a continuidade que lhe deve ser reconhecida.

Já no corrente mês de Julho, o Instituto dos Museus e da Conservação manifestou, relativamente ao Centro de Artes Tradicionais, que «o projecto e a área científica em que se inscreve parecem ser, ainda hoje, de grande pertinência para o território e a sociedade local, marcas de uma identidade onde a população se reconhece e onde os visitantes de fora compreendem a essência dessa notável identidade», criticando a tutela pela «falta de pessoal técnico que coordene, programe e garanta as actividades de conservação, estudo e divulgação das colecções, fidelização de públicos através de serviços de educação e de comunicação, assim como a articulação em rede com instituições pares, nacionais e internacionais».

 

 

 

1919-2019

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"Em 16 de Novembro de 1919 foi formalmente fundado o Grupo Pro-Évora. Até hoje, somam-se mais de cem anos de actividade em defesa do património e de valores culturais da cidade de Évora." A Direcção

 

"Escultura no Pátio"

Situado na Rua do Salvador, o pátio da sede do Grupo Pro-Évora recebe projectos de intervenção artística no domínio da escultura desde a década de oitenta do século passado. Este espaço revela características muito particulares em termos arquitetónicos, quer pela exposição de parte da muralha fernandina da cidade, quer pela relação reservada enquanto espaço público. Por aqui já passaram mais de duas dezenas de instalações artísticas de vários autores portugueses e estrangeiros. Apresentamos um breve olhar sobre as últimas obras aqui expostas.